A importância de fazer pausas

Você faz quando pode, o quanto pode e enquanto pode; se não pode, não force; mas se puder, faça o seu melhor mesmo no seu pior porque nunca é sobre o quê fazer ou para quem e sim, como fazer. Se é preciso desviar, bloquear, recomeçar, repensar ou qualquer substantivo da qual a língua portuguesa ofereça, faça sem desespero. A força muitas vezes vem e está na pausa. Na importância em se permitir fazer pausas. As vezes não se tem escolha mesmo e a vida mostra o que é e como deveria ser da forma que precisa ser, sem dó nem piedade, mas então a mágica acontece e tudo de pior começa a ser transmutado e substituído por tudo de melhor; por compreensão.

“O sofrimento existe”, Buda. Talvez o sofrimento resista com mais facilidade porque podemos estar em um grande pesadelo no qual demoramos a acordar e permanecemos insistindo na ignorância que nada mais, nada menos, é total sofrimento; ou o sofrimento possa existir com a crença eterna do equilíbrio universal, assim como existem os opostos que se atraem, mas que no fundo são totalmente semelhantes. Ou seja, quem sabe a vida que tanto desejamos ter é a morte que tanto tememos; um pesadelo pode ser tornar um grande sonho e que podemos acordar ou sempre permanecer dormindo.

Desafiamos a simplicidade por apego à própria dádiva divina de existir; queremos ser simples, mas não somos e então nos apegamos em crenças que nos limitam, por medo; mas ninguém é limitação. A oportunidade de enxergar isso é seguindo em pausas. E como pausar nesse mundo totalmente controverso? A resposta talvez seja simples; existir. Existindo para experienciar. E é incrível saber que esse estado se chama vida e é uma experiência totalmente acima de qualquer explicação. Quanto mais tentamos explicar, mais difícil fica de entender – ou é porque complicamos em justificar demais – que talvez somos o próprio sofrimento que acreditamos ser, assim como somos todo o amor que acreditamos ser.

Você pode ter pessoas incríveis ao seu redor, te ajudando e erguendo a mão quando você cair; te dando oportunidades de poder recomeçar ou até aliviar a sua dor, mas elas podem ir embora a qualquer momento e mesmo que tudo tenha sido da maneira mais positiva, se não houve aproveitamento em você se curar e se conhecer através dessas pessoas, outras aparecerão e te mostrarão qual caminho não seguir e então surge o sofrimento de não compreender o que a oportunidade do amor veio oferecer. Não precisa ser assim, mas é uma escolha. Escolhemos a todo momento, só não percebemos e então nos justificamos ou culpamos o outro por uma ilusão em se limitar.

Cadê a coragem de existir que te faz único? CORAGEM, isso mesmo! Talvez essa é a parte mais desafiadora para todos nós; desfazer os nós de ser quem se é e saber que mesmo assim o “quem se é” já foi e já está sendo transformado novamente, repentinamente e repetidamente. Novamente, é uma escolha.

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